
Ferroviário, Quixadá, Real Madrid B, Ceuta, Melillla, Ceará, Paysandu, Boca Juniors, Sinaloa e Internacional. Iarley poderia ficar marcado como mais um “andarilho da bola”, jogadores que passam por diferentes times, países, jogam em times rivais e nunca se identifica de fato com nenhum. Mas o item do seu currículo que trata dos títulos nos apresenta uma história bem diferente. Iarley foi campeão Cearense, Argentino, Gaúcho, Goiano, da Copa Intercontinental, da Libertadores, do Mudial dos Clubes FIFA e Recopa. Quando Pedro Iarley Lima Dantas foi para o Goiás, após ter feito história nestes clubes, todos achavam que ele era um jogador em fim de carreira e que estaria indo para o Esmeraldino em busca de tranquilidade, usufruir da estrutura do time e da qualidade de vida que oferece Goiânia. Pelo contrário. De maneira alguma Iarley, um dos filhos ilustres de Quixeramobim (CE) ao lado de Antonio Conselheiro e Bezerra de Menezes, parece um jogador que está próximo de pendurar as chuteiras, apesar dos 35 anos. Sem exageros, é um dos jogadores mais inteligentes que vi jogar. Essa inteligência tem muito a ver com a experiência é claro, mas, além disso, é fruto da vontade que ele tem em jogar, praticar o esporte que ele escolheu como profissão.
Quem tem acompanhado os jogos do Goiás, seja esmeraldino ou não, vê o quanto ele é importante para o sucesso da equipe até agora. Seus dribles, seus gols, suas assistências e até sua catimba são fundamentais. Poderíamos usar mais um dos vários clichês do mundo do futebol para definir a importância de Iarley. Poderíamos dizer que ele é a alma, o termômetro, que ele é o ponto de equilíbrio do time. Poderíamos dizer que um time, pra ser campeão, tem que ter cara de campeão ou, ainda, que um time pra ser campeão tem que ter coração. Alguém dúvida que o Goiás já tenha o seu?
Por ter um jogador como Iarley no Goiás, Eu Acredito na Estrela Dourada.
ResponderExcluirMuito bom, Juciano. Está ficando cada vez melhor, principalmente por relacionar informações do mundo futebolistico com o conhecimento social e histórico.
Marcelo Ribeiro