sábado, 11 de setembro de 2010

Em 20 rodadas tudo pode mudar!


Chegamos à 21a rodada do Brasileirão 2010. Se está difícil lançar prognósticos sobre quem será campeão, alcançará vaga na Libertadores da América ou ficará na faixa da Sulamericana, está cada vez mais fácil acreditar que o Goiás não escapará do rebaixamento, apesar da boa vitória sobre o Guarani, que ano passado jogava apenas às terças e sextas pela série B.  Lembro-me, que na 21a rodada do campeonato de 2009 , Goiás e Palmeiras estavam firmes no G4, enquanto o Fluminense afundava-se no Z4 e o São Paulo esboçava uma reação. O Flamengo havia perdido para o Avaí que naquele momento visitava o G4. Enquanto o time catarinense apresentava a maior ascensão do campeonato, o Mengo sofria a terceira derrota consecutiva, sofrendo nove gols, e ocupava a 14ª posição. Se reação do rubro-negro carioca tiver que acontecer, terá que ser logo. Se objetivo é se manter distante da Z4, deve-se considerar o próximo embate - contra o Vitória - uma partida de 6 pontos.
Foi justamente nesta etapa do Campeonato que o Goiás estreava Fernandão, hoje fazendo seus “golzinhos” pelo São Paulo. O resultado da passagem do ídolo pela Serrinha, como todos sabem, foi desastrosa e muito do que o Esmeraldino passa hoje  é resultado conjuntura política que envlveu a contratação do jogador. O Verde do cerrado tem uma prova de fogo neste domingo, já que enfrente o Inter em porto alegre. Foi inclusive nessa altura do campeonato em 2009 que começava a derrocada do time, após justamente uma goleada de 4 a 0 para o Colorado portoalegrense. Poderia ser diferente esse ano? Convenhamos que seja difícil superar o bom time campeão da Libertadores em casa, mas como no futebol nada é impossível resta ao torcedor esmeraldino um fio de esperança. Falando em esperança, a do Goiás reside nos pés de Felipe. Sem medo de afirmar, em momentos como este um time precisa contar – SIM - com um “salvador da pátria” e no Goiás não vejo outro que possa assumir tal posto!  
Enfim, chegamos à vigésima primeira rodada do Brasileirão 2010 e encontramos, portanto, pontos comuns e pontos divergentes ao comparar com o  mesmo momento no campeonato do ano passado. É bem provável que contemos em maior número os pontos divergentes.  E como sabemos, em 20 rodadas tudo pode mudar, como em 2009. Portanto, não há nada decidido, nem na parte de cima, nem na parte de baixo da tabela. É aguardar pra ver.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Josué Anunciado


Desde ontem, quando Cláudio anunciou os 23 escolhidos, saltitam as manifestações contra a convocação de Josué para a Copa. É verdade que elas não são muitas. Poderiam até ser descartadas, desconsideradas. Por outro lado, o que me preocupa nessas manifestações é certo teor de preconceito. Em sua maioria, elas partem de pessoas que não acompanham futebol (como o político Fernando Gabeira) ou desconhecem totalmente a trajetória de Josué (a exemplo de uma colega de trabalho). Hoje mesmo ,no rádio,  ouvi um jornalista dizendo que nunca ouvira falar de Wolfsburg, muito menos que haveria lá jogadores que poderiam servir a seleção. Há também aquelas opiniões que partem de preconceito puro. Difícil é saber o porquê deste preconceito. Talvez seja porque Josué sempre foi um jogador discreto, pacato, nunca se envolveu em atos extra-campo que o levou às manchetes do jornalzinho Meia Hora*. Pode ser também porque ele não se enquadra no estereótipo de beleza dos jogadores que faze propaganda de cueca. Mas vai saber o que passa na cabeça das pessoas!
Só pra esclarecer, Josué Anunciado de Oliveira jogou começou sua carreira no Porto de Caruarú – PE. Jogou um bom tempo pelo Goiás e conquistou alguns títulos pelo São Paulo, entre eles o Brasileiro (2006 e 2007), a Libertadores e o Mundial Interclubes pelo São Paulo. Pouca coisa né?
Josué é titular, capitão do Wolfsburg e, diga se de passagem, foi titular em todos os clubes anteriores. Ao contrário de outros convocados, acredito que ele seria titular em qualquer time brasileiro no momento. Sobre Felipe Melo, por exemplo, não sei se poderíamos dizer o mesmo. Já Kleberson, de fato, nem titular é. Porém não vejo tantas manifestações contrárias às convocações desses jogadores.
Seleção, na verdade, é uma coisa muito pessoal. Cada um tem a sua, inclusive o Dunga, que, como qualquer brasileiro, escolheu a sua pelo seu gosto pessoal, pela simpatia que nutre por cada um dos escolhidos. Sua simpatia coincide com a nossa, se tratando de alguns jogadores. E destoa, se tratando de outros. Comigo coincide na preferência por Josué.


*Jornal Pornosensacionalista do Rio de Janeiro

terça-feira, 27 de abril de 2010

O Leão e o seu novo habitat


O Leão é um dos quatro grandes felinos no gênero Panthera. Membro da família Felidae é o segundo maior felino depois do tigre. Eles vivem na África Subsaariana, mas já ocuparam a Ásia, a Índia, a parte norte da África e até mesmo a América, mais especificamente, do Canadá ao Peru. Leão, o animal, nunca viveu no Brasil. Na literatura infantil, vale ressaltar, ele tem o título de Rei. O Rei da Floresta!
Há registros, porém, que na América do Sul, mais precisamente na sua porção definida como planalto central, habita agora outro tipo de Leão, daqueles que falam e que andam sobre duas patas. Esta espécie, que já percorreu boa parte das regiões do Brasil, é muito independente e agora, talvez por sua simpatia pelas savanas, habita uma região do Cerrado conhecida como Serrinha. Ele foi convidado por outros animais, é verdade, mas digamos que esta espécie goza de uma autonomia além da média, se comparada a outras espécies.  
Vamos aos fatos: anunciou a impressa, que na última segunda feira, o Goiás Esporte Clube, após ficar uma semana sem treinador, acertou a contratação de Emerson Leão, ex-Goleiro e ex-Garoto Propaganda de cuecas. Leão tem uma indiscutível carreira vitoriosa como jogador. Foi campeão mundial pela seleção brasileira (reserva na copa de 1970) e bi-brasilieiro pelo Palmeiras (1072/73). Além disso, foi titular da seleção brasileira durante quase toda a década de 1970 e disputou as copas de 1974, 78 e 86.
Como treinador, o sucesso de Leão é um pouco mais fosco. Apesar dos inúmeros títulos, entre eles dois campeonatos brasileiros, sua carreira como técnico é marcada por polêmicas e não é tão brilhante como a de jogador. Brigas e discussão com jornalistas sempre fizeram de Leão uma figura controversa. É verdade que seu nome nunca foi parar em CPI, como no caso de outro treinador famoso, mas sua personalidade é polêmica, daquelas do tipo “ame ou odeie”. Sendo assim, ora ele é execrado, ora ele é adorado.  Os atos de amar e odiar são típicos da espécie animal.
No seu novo habitat, Leão pode ser odiado e amado. Instintivamente, no futebol é assim, tudo depende de resultado. Portanto, o Rei da floresta tem um grande desafio: agradar (com resultados) aos lobos e demais animais que dominam a Serrinha do cerrado há milhares de anos.

sábado, 24 de abril de 2010

Quatro pernas bom, duas pernas melhor

Se for realmente tudo verdade o que temos lido na imprensa, estamos diante de uma situação muito rara acontecendo no Goiás Esporte Clube, ou seja, um empregado ditando as regras no clube, À primeira vista pareceria uma coisa boa: um empregado com o poder de decisão na instituição maior (seja no setor público, em empresa privada, ou algo difícil de se enquadrar em alguma categoria, como um clube de futebol). Digo mais e questiono: seria a REVOLUÇÃO? Como a história nos oferece vários exemplos, só mesmo uma revolução é capaz de provocar mudanças drásticas na situação vivida por um grupo, seja ele de que tamanho for, uma família ou uma nação. No Goiás, pelo que tudo indica, uma revolução foi feita, mas sem barulho, uma revolução silenciosa. Um jogador, apenas UM, é o dono das decisões. É ele quem decide contratar e demitir. Nestas circunstâncias, não duvido que tenha escalado o time algumas vezes. Essa revolução silenciosa é perigosa. É traiçoeira. É suja. É a pior delas, pois é o poder na mão de um tirano, um ditador que usa de métodos traiçoeiros e injustos. Usa do pior dos métodos: a CHANTAGEM. Mais do que uma atitude anti-profissional é uma atitude anti-ética e suja, repito. Suja como os porcos.
Concretamente, a situação é preocupante. O Goiás tem um péssimo início de ano e estamos sem treinador. Pior do que isso, temos visto uma diretoria apática, sem autoridade, sem atitudes profissionais e que cede aos caprichos de um jogador vaidoso. Os vaidosos, como os ditadores, têm fetiche pelo poder. Está na hora da torcida esmeraldina se revoltar e gritar: FORA! O poder de mobilização já foi experimentado na campanha "Eu acredito na estrela dourada".
Por fim, falando em revolução e porcos, quem se lembra de "A Revolução dos Bichos", de George Orwell, onde, no final, não é possível mais distinguir homens e porcos, pois os porcos passam a andar sobre duas pernas?


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Quanto tempo as pessoas que residem nas metrópoles levam para chegar aos locais de trabalho ou para retornarem às suas casas diariamente?

Quanto tempo as pessoas que residem nas metrópoles levam para chegar aos locais de trabalho ou para retornarem às suas casas diariamente? Talvez tenhamos essa resposta na ponta da língua, basta pensar em nossos próprios casos, ou fazermos um levantamento com pessoas conhecidas. Não são raros os relatos sobre o martírio que é enfrentar as longas distâncias, os engarrafamentos e as constantes panes do sistema público de transporte nas grandes cidades. Uma verdadeira via-crúcis. Ao mesmo tempo, sem pesquisas e levantamentos sistemáticos torna-se difícil traçar um panorama geral sobre os deslocamentos realizados cotidianamente pela população.
As chamadas pesquisas origem-destino constituem um dos principais instrumentos para orientar o planejamento do transporte e do tráfego nas cidades. No Brasil, porém, elas são escassas e intermitentes. Não são todas as grandes cidades que as realizam e, em outras, se encontram defasadas frente ao crescimento acelerado, principalmente de suas periferias. A última pesquisa do tipo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, por exemplo, ocorreu em 2003. Notícias dão conta que apenas São Paulo, Recife e Natal realizaram esse tipo de pesquisa recentemente. Poder-se ia até alegar que uma periodicidade tolerável seria o intervalo de 10 anos, a mesma do censo do IBGE. Porém, não há nenhuma garantia que ocorrerá novamente outra pesquisa nos próximos anos. E sabemos todos qual é a situação do transporte público nas grandes cidades, principalmente no Rio de Janeiro, e o quanto tem piorado desde 2003.
Hoje sabemos, por exemplo, que a periferia das grandes metrópoles tem crescido mais do que suas áreas centrais. Por outro lado, torna-se difícil acreditar que agências reguladoras e empresas de transporte levem isso em consideração. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE (PNAD), nas 10 regiões metropolitanas pesquisadas, tem aumentado o número de pessoas que passam mais tempo no trajeto casa-trabalho. Ao compararmos o percentual de pessoas que demoravam mais de 1 hora para se deslocarem diariamente de suas casas até seu local de trabalho, ou vice-versa, entre 2001 e 2008, percebemos que ocorreu um aumento em quase todas as metrópoles. Apenas em Curitiba este percentual diminuiu; em todas as outras houve aumento, e o maior deles é de 5,8 pontos percentuais, o qual ocorreu em Salvador. Nas duas maiores metrópoles, São Paulo e Rio de Janeiro, o aumento foi de 3,7 e 4,1 pontos percentuais, respectivamente.
Surpreendentemente, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro é onde existe um maior percentual de pessoas que levam mais de 1 hora no trajeto casa-trabalho, mais que São Paulo, inclusive. Vale lembrar que a maior das metrópoles brasileiras tem cerca de 19,4 milhões de habitantes, enquanto a metrópole fluminense tem uma população em torno de 11,8 milhões de pessoas.
Isto pode ser efeito direto do descasamento entre os locais de moradia e trabalho das pessoas, situação denominada pelos americanos de spatial mismatch. No entanto, a maioria das cidades brasileiras mantém estruturas de distribuição dos locais de moradia e trabalho bem parecidas. Não seria aceitável, portanto, acreditar que esse é o maior e único motivo que explique a grande diferença entre elas. Em boa parte essa disparidade pode ser explicada também pelo tamanho, ou seja, pela escala de metropolização. Não existe, porém, uma relação direta entre o tamanho da metrópole e esse indicador. Curitiba, por exemplo, é maior que Brasília e Belém. Entretanto, na metrópole paranaense, demora-se menos para ir ao trabalho do que nestas outras duas, como no caso de São Paulo em relação ao Rio de Janeiro. As condições de acessibilidade existentes em cada uma dessas regiões metropolitanas, que envolve a rede viária, os tipos de modal existentes, assim como a qualidade do serviço público oferecido, também devem ser consideradas.
Vale destacar, por fim, que é importante a diferença entre elas, principalmente quando olhamos para cidades como Curitiba, que, entre todas, foi a única onde houve uma diminuição do percentual de pessoas que levam mais tempo no trajeto casa-trabalho, entre 2001 e 2008. O mais importante e preocupante é saber que nos últimos anos, na maioria das grandes metrópoles brasileiras, um maior número de pessoas leva mais tempo em seus deslocamentos diários. Por esse e outros motivos a questão da mobilidade é fundamental para dimensões do viver na metrópole, tais como: acesso ao mercado de trabalho, à educação, ao consumo e principalmente elementos que compõem o que se denomina qualidade de vida.

* Texto publicado originalmente no Portal do Observatório das Metrópoles

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Far Far Away

NOTA METODOLÓGICA A RESPEITO DA CONSTRUÇÃO DO ICH
Não foram muito boas as noticias neste dia 6 de abril de 2010, quando nosso Esmeraldino comemorou seu 67° aniversário. Bom, dessa vez não teve tiazinha; afinal, todos se lembram da visita da mascarada naquela comemoração de aniversário do Goiás na Serrinha. Por outro lado, temos "tiozinhos", "vôvozinhos", lobos maus, sacis e demais personagens que, na verdade, aterrorizariam qualquer festa de criança. O fato é: não estamos falando de aniversário de criança e o time esmeraldino em 2010 parece mais um Frankenstein do que qualquer outro singelo personagem saído dos contos infantis.
Em minha opinião, de duas uma: ou a contratação de Diogo Galvão, destaque do “grande” time do Trindade, é mais uma ação impensada e fantasiosa dos dirigentes do verde, ou é uma atitude muito bem pensada de alguém que vai ganhar algo com isso.  Isso tá me cheirando coisa de anão, do tipo anão do orçamento. Voltando a realidade (ou quase), o Trindade encerrou sua participação no Goianão 2010 na 8ª colocação, com apenas um ponto a frente do Itumbiara, rebaixado.
Como nós não somos ingênuos, não vamos cair no conto do vigário, muito menos no da maçã envenenada. Temos que ficar, sim, muito bem acordados e com os pés no chão da realidade, afinal, a semifinal do Goiano começa no próximo domingo, dia 14 tem decisão pela copa do Brasil, o campeonato brasileiro se aproxima, e não podemos esperar a bela adormecida despertar, o sapo virar príncipe, ou alguma varinha de condão transformar o patinho feio em cisne.

Nada mais atualmente trágico do que um samba

Nada mais atualmente trágico do que o samba de Sebastião Fonseca e Cícero Nunes composto entre o final da década de 50 e o início da de 60. O samba foi gravado, entre muitos, por Moreira da Silva e, mais recentemente, pela cantora Mônica Salmaso. Desde que nós, homo sapiens, decidimos viver majoritariamente aglomerados nas cidades, e cada vez mais nas grandes cidades,  problemas como os ocorridos no Rio de Janeiro nos assolam. Se depender da postura das autoridades a situação tende a piorar. É triste ver e ouvir um governador colocando a culpa nos pobres e favelados pela sua própria desgraça. Além de, o tempo todo, querer desvirtuar o discurso em prol da imagem da cidade maravilhosa, aproveitando, inclusive, para defender a construção dos muros em torno das favelas. Enquanto isso os problemas urbanos, que são sempre sociais, não são enfrentados de fato. Vocês sabiam que no Rio de Janeiro , por exemplo, não existem galerias pluviais? Ouvi do ambientalista Luiz Prado, na rádio BandNews, que o que temos são manilhas apenas, galerias pluviais são aquelas que estamos acostumados a ver nos filmes norteamericanos, onde sempre tem o mocinho perseguindo o bandido, ou vice-versa. Enfim, leiam a letra da música:

Cidade lagoa
(Sebastião Fonseca e Cícero Nunes)

Essa cidade que ainda é maravilhosa
Tão cantada em verso e prosa
Deste o tempo da vovó

Tem um problema vitalício e renitente
Qualquer chuva causa enchente
Não precisa ser toró

Basta que chova mais ou menos meia hora
É batata, não demora
Enche tudo por aí

Toda cidade é uma enorme cachoeira
Que da praça da Bandeira
Vou de lancha a Catumbi

Que maravilha nossa linda Guanabara
Tudo enguiça, tudo para
Todo trânsito engarrafa

Quem tiver pressa seja velho ou seja moço
Entre n’água até o pescoço
E peça a Deus pra ser girafa

Por isso agora já comprei minha canoa
Pra remar nessa lagoa
Cada vez que a chuva cai

E se uma boa me pedir uma carona
Com prazer eu levo a dona
Na canoa do papai

segunda-feira, 22 de março de 2010

o ovo de Andrade


 Não entendi mesmo as declarações de Andrade, técnico do Flamengo. Ele, sempre ponderado nas falas, dessa vez devaneou. Segundo ele, a imprensa estaria jogando contra o time com o objetivo de desestabilizar emocionalmente o grupo. Com o grupo fragilizado, seu rendimento cairia, assim os clubes paulistas seriam favorecidos na Libertadores. Não duvido que membros da mídia esportiva atuariam neste sentido, principalmente a paulista.  As vezes a imprensa pega pesado sim. Não é papel da imprensa, muito menos a esportiva, querer julgar e condenar do ponto de vista moral. No entanto, essas elucubrações de Andrade, ou de quem quer que seja dentro da diretoria do Fla, não fazem o menor sentido. Quem cobre o dia-a-dia do time não é a imprensa paulista. Muito menos a imprensa esportiva nacional, mesmo porque essa não existe de fato. As noticias policiais envolvendo os jogadores do time são elaboradas nas redações dos jornais, rádios e TVs cariocas. Como se trata de Flamengo e de jogadores de seleção, as notícias ecoam nacionalmente. Isso sim é inevitável. Duvido muito que a imprensa carioca, bairrista e clubista, queira favorecer algum time paulista. Talvez Andrade tenha que refletir melhor sobre o seu papel como comandante, ao invés de ficar encontrando pelo em ovo. Talvez haja problemas entre a terra, a casa do Fla e o céu, que treinador paizão não consiga identificar. Abre o olho Andrade!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Os falíveis do futebol

Ontem, dia 16 de março, ao ligar a televisão, mais especificamente no canal SporTV, me deparei com uma grata surpresa. O programa Redação SporTV tinha como convidado o escritor João Ubaldo Ribeiro, autor de Vida e Paixão de Pandornar, o Cruel, entre outros livros de sucesso. “Pandornar” é, porém, um livro infanto-juvenil, que marcou bastante minha infância. É um livro que mexe muito com a imaginação de qualquer garoto naquela fase chamada de pré-adolescência. Afinal, o livro é sobre a imaginação. Imaginação de um garoto, que nas agruras dessa fase, sonha em ser: astuto, forte, valente e, principalmente, popular. Segundo João Ubaldo, faz parte do futebol, algumas imprecisões humanas que, que dão graças ao futebol. Se o futebol se torna uma coisa parecida com uma ciência exata, quase infalível, perde a graça. É preciso haver um pouco de falibilidade. Concordamos planamente com essa noção, não é? Afinal nós gostamos de futebol por isso. Realmente, se o futebol fosse um esporte ausente de personagens falíveis, se tornaria muito chato. Imagina uma corrida de Fórmula 1 onde não ocorra nada que destoe da normalidade. Nenhuma atrapalhada nos box, nenhuma ultrapassagem arriscada na última curva, até mesmo uma batidinha de leve. Agora imagine o futebol sem frango do goleiro, sem gols perdidos na cara, sem canelada, sem pedaladas e sem erros do juiz. E sem a mãe do juiz! O criador de Pandonar ainda cita outro exemplo, dizendo que a decisão de um lance duvidoso, ou a validação de um penalty, de um gol, não pode ser feita utilizando um máquina, um fotosharp. Isso não é corrida de cavalo!

Futebol não é corrida de cavalo, nem Fórmula 1, muito menos luta livre, Boxe ou Vale-tudo. Porém, logo após a agradável participação do escritor baiano, cenas vergonhosas de atos frutos da falibilidade humana foram exibidas no programa matinal do Sportv.  Ao término da partida entre Canedense e Vila Nova pelo campeonato goiano, jogadores e torcedores trocaram agressões, diga-se de passagem, muitas agressões. A guerra incluiu até a explosão de uma bomba no vestiário do time da capital goiana. Com isso, um jogador do vila saiu ferido na perna, uma cena muito triste de se ver no esporte, mesmo no falível mundo futebol. Segundo informações da imprensa, havia inclusive um vereador da cidade de Senador Canedo envolvido na confusão. Nada contra vereador, prefeito, deputado, governador ou presidente que se envolve com futebol. O problema é quando esse torcedor/político utiliza o seu poder para coagir e agredir árbitros e equipes adversárias. Lembrando que esse poder foi adquirido através do voto do povo, que, por sua vez, espera dele outra coisa. Vale lembrar que há poucos dias fato semelhante ocorreu em outra cidade goiana. O time local jogava contra outra equipe do interior e perdia por 1 a 0. No intervalo da primeira para a segunda etapa, o presidente de honra do clube local e prefeito da cidade invadiu o gramado acompanhado por um segurança (sem honra) que agrediu o arbitro da partida. Parte da imprensa esportiva do estado Goiás minimizou o caso, inclusive criticando o fato do ministério público ter tomado providências contra o ato do prefeito e de seu segurança no sentido de que uma punição exemplar, como o próprio nome diz (mas neste caso não podemos fugir da redundância), serviria de exemplo. Um comentaria chegou a dizer que os promotores estavam sendo cruéis. Digo que ao comentarista falta um pouco de ponderação. Se ele é simpatizante do prefeito, julgue-o pelo ato, não pela posição política. A falibilidade é indispensável ao futebol, no entanto, tem limites. Quanto a esses políticos/torcedores nada contra, como já disse, mas se ficassem longe do futebol não seria nada mal. Afinal, na política, onde deviam falhar menos, eles já falham demais!!! Neste caso, para ter certeza disso sequer é necessário apelar para ciências absolutamente infalíveis, como a matemática.


quarta-feira, 10 de março de 2010

...fora o Baile!!!

Sempre que a gente pensa nesses jogos da Copa dos Campeões da Europa (ou Champions League) vem a imagem de jogos equilibrados e truncados. Contrariando esse estereótipo, Manchester e Milan fizeram o jogo de um time só. Principalmente se levarmos em conta a objetividade. Rooney é um grande atacante, força, agilidade e oportunismo. Sou fã desse cara. Sempre escolhi o Manchester no FIFA Soccer por causa dele. Já o Seedorf continua o mesmo só no vídeo game, um craque, mas não apresenta o futebol de antes. O time inglês venceu porque é melhor, aliás, muito melhor. Além de Rooney, Park é perigoso e o lateral esquerdo português Nani é excepcional, prestem atenção nele. Vai jogar contra a gente na copa. Ronaldinho Gaúcho bem que tentou, mas deve ser dolorido jogar do lado de Huntelaar e Borriello. E por estar jogando o que tem jogado no meio desse monte de pernas de pau é que, mais do nunca, ele merece uma vaga na Copa 2010. Além disso, Jankulovski é limitado, Pirlo, como Seedorf, não é mais o mesmo e Thiago Silva não parece ser aquele super zagueiro, como propagou a imprensa quando jogava no Fluminense. Beckham entrou, mas não fez mais do que quase um golaço aos 30 minutos do segundo tempo. Mas como sabemos, quase não é nada, principalmente quando já se está perdendo por 3 a 0. Resultado final: 4 a 0. Fora o Baile!  

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

redondo como a bola!

Poucos são aqueles que hoje merecem epíteto de “Cronista Esportivo”. Poucos são aqueles que conseguem fazer jus à denominação, que com o tempo se popularizou e passou a denominar todas aqueles que, jornalistas de formação ou não, ocupam de alguma forma o espaço na mídia esportiva, principalmente a futebolística.
Entre estes poucos que ainda merecem tal honraria (afinal, Nelson Rodrigues era de fato um Cronista Esportivo), está José Roberto Torero.
Torero, autor de um livro que me marcou bastante na adolescêcnia, Xadrez, Trucos e Outras guerras, se despede hoje da Folha de São Paulo, após completar 800 colunas. Torero é um cronista apaixonado por futebol, ou seria o contrário? Como autor de treze livros, Torero nos faz gostar de ler sobre futebol. Apesar de santista apaixonado, seus textos agradam gregos e corinthianos, pela qualidade e pelas opiniões sem os vícios enternos e apaixonados de comentaristas torcedores, como aqueles que estamos acostumados a ver nas chatíssimas mesas redondas. Aliás, vocês perceberam que não há mais a figura da mesa redonda e nenhum mais desses programas? Eu até gostava da presença dela ou ao menos da idealização que fazíamos dela, afinal fazia uma contraposição às cabeças quadradas! E, olha!!! Essas cabeças são mais quadradas do que as telas de LCD que agora fazem parte do cenário.
Ainda bem que Torero continuará nos abastecendo de boa escrita sobre futebol no seu blog no UOL (http://blogdotorero.blog.uol.com.br/). É sempre bom ler algo redondo como a bola!!! Torero escreve a bola, mata no peito e estufa a rede!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

não deixa saudade!

'O pedido do jogador foi acima das condições do Goiás', diz dirigente. A notícia sobre a negociação de Leandro Euzébio com o Goiás deveria ser outra. Algo do tipo: “Jogador pede mais do que vale”. Talvez: “Contraproposta de jogador é incompatível com capacidade técnica”. Ou ainda: “Goiás não aceita as condições do jogador diante de sua capacidade técnica”. O jogador, após o final de contrato com o Goiás se transferiu para o Fluminense. O torcedor esmeraldino se lembra muito bem o que este jogador de futebol profissional aprontou nos gramados em 2009. É bom, portanto, os tricolores da cidade maravilhosa abrirem os olho. Lembranças? Somente do gol contra o Náutico, na derrota por 2x0 e a expulsão contra o Cruzeiro no Mineirão, na derrota por 3x0. Sua passagem pelo Goiás, não vai deixar nem um fiapo de saudade na nação esmeraldina.