terça-feira, 6 de outubro de 2009

Jogo estranho com gente esquisita



Goiás e Botafogo foi um dos jogos mais estranhos que eu vi ultimamente. Vale lembrar que se enfrentaram o quarto e o penúltimo colocado do Brasileirão 2009. Além disso, o histórico de confrontos, principalmente no Serra Dourada, é altamente favorável ao Esmeraldino. Por isso, e pela qualidade individual dos seus jogadores, o Goiás era sim favorito, afirmo isso sem pudor nenhum. Talvez os Botafoguenses, mais do que nós Esmeraldinos, tivessem mais certeza disso. Mas por que?  Porque nós sofremos da velha síndrome do Viagra verde. Sim!!! Nós sempre vacilamos – em casa – contra times que estão em péssima situação na tabela. Por incrível que pareça nossos carrascos no Serra Dourada sempre foram times como Criciúma, Brasiliense, Gama, Paraná, entre outros.
O placar de 3 a 1 não reflete a situação real do jogo, muito menos a disparidade técnica dos times. É verdade que o Botafogo teve várias situações reais de gol. Mas o Goiás mostrou um jogo mais consistente, joga mais bonito. Essas várias oportunidades se devem a excelente atuação dos homens de frente, principalmente Iarley, Felipe e Léo Lima.
Mas falando ainda do jogo, ele foi um até 36 minutos do primeiro tempo, quando o zagueiro João Paulo foi expulso contraditoriamente. Na minha opinião pessoal o arbitro foi extremamente rigoroso, pois o jogador do Goiás sequer toca o atacante do Botafogo. Arbitro e auxiliar caíram na encenação do atacante botafoguense, um lance estranho. Além disso, o árbitro aplicou um cartão amarelo para outro jogador, enquanto deveria ter aplicado, na verdade, ao volante Leandro Guerreiro, que já tinha amarelo, o que resultaria na expulsão do jogador. Outro lance estranho.
Somando-se às trabalhadas do homem de preto, o técnico do Esmeraldino, Hélio dos Anjos, errou. Sim, errou mais uma vez. Logo após a expulsão do zagueiro ou no máximo no intervalo, deveria ter colocado o volante Amaral, um jogador mais combativo. Ao mesmo tempo, Hélio repete o mesmo erro de sempre, ao insistir com o Zé Carlos, um jogador (se é que podemos o chamar assim) com um nível técnico deficiente, bem abaixo do que é exigido por algum clube que quer brigar por título. O time, mesmo com um jogador a menos e todo desorganizado, poderia ter feito mais de um gol, mas ele tirou um dos melhores jogadores, o Julio Cesar, justamente pra colocar o Zé. Não dá mais pra aceitar essa gente esquisita estragando nossa festa de domingo.

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